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Em 2009 a Mostra Cinema Popular Brasileiro completa seis anos e desta vez em parceria com o SESC, o Espaço Cultural São Pedro da Serra – parceiro do projeto desde sua segunda edição através da ONG Educari – e o Cineclube Lumiar, apresenta o tema: Uma boa história para contar… Trazendo curtas-metragens que privilegiem a diegese no roteiro, a “contação da história” propriamente dita. Tema amplo, abrange deste a ancestral fabulação de ‘causos’ e lendas de nosso povo, passando pelas adaptações de nossa vasta e rica literatura até as contemporâneas contribuições dos novos roteiristas na eterna invenção de como contar uma história. A mostra também abrirá espaço para documentários que tratem da tradição narrativa popular e seus personagens, sobretudo a figura do contador de histórias e dos guardiões da cultura oral. A mostra contará ainda com uma programação de filmes infantis, que contemplem este tema.

As Exibições

As exibições ocorrerão em São Pedro da Serra – no Espaço Cultural São Pedro da Serra; em Lumiar – no Cineclube Lumiar e na quadra da Ação Rural (em Lumiar); e Centro de Nova Friburgo – no auditório do SESC Nova Friburgo, e na Praça Demerval Barbosa Moreira (se possível).  Sempre que possível, as exibições ocorrerão ao ar livre, a fim de contemplar um número mais expressivo de público. A mostra se organizará em programas selecionados pelo Conselho de Programação da mostra: Programa especial de abertura, Programas 1, 2 e 3 ;Programa infantil 1 e 2, e Programa Documentári). Os programas terão em média 95’ de duração e serão compostos de 4 a 8 curtas cada. Obs.: O Programa Especial de Abertura terá cerca de 45’ de duração e será composto de uma seleção especial de filmes dentre os programas exclusivamente para a abertura da mostra.

Atividades Paralelas

Oficina: Transformando uma história em roteiro de cinema – com a roterista e cineasta Lúcia Albuquerque.

A oficina será gratuita (?) e terá 8h de duração (dois encontros de 4h) para até 15 participantes, que deverão se inscrever através de preenchimento de uma ficha de no Espaço Cultural São Pedro da Serra no primeiro dia da mostra.

Debate: A importância de continuar a contar histórias – debate “mesa-redonda” com o Grupo Granada de Contadores de História (Nícia Queiroz, Nairson Saquarema e Daniela D`Andrea) (Breve currículos dessas pessoas).

Programação

Sexta-feira, 27 de novembro:

Coquetel no Espaço Estação Glória, em São Pedro da Serra

20h – PROGRAMA DE ABERTURA – 52’
“Como Comer um Elefante” – 6′
“Possante velho de guerra” – 19′
“Maridos, Amantes e Pisantes” – 12′
“O Dono do Carnaval” – 15′

Sábado, 28 de novembro:

Na Euterpe Lumiarense de 10h às 14h – OFICINA: Tranforme sua história em roteiro de cinema primeira parte. Com Lúcia Albuquerque.

Início simultâneo das sessões: Euterpe Lumiarense e Espaço Cultural São Pedro da Serra

17h – PROGRAMA INFANTIL 1 – 52’
“Samba Morena” – 3’
“Parangolé” – 46’

18h – PROGRAMA DOCUMENTARIO 1 – 86’
“Vissungo” – 13’
“Tons de totonho” – 19′
“Versificando” – 54’

19h30 – PROGRAMA 1 – 59’
“Amor. Amor! Amor?” – 15′
“Presente de Casamento” – 2′
“Maridos, Amantes e Pisantes” – 12′
“Bucaneiro” – 17′
“Ato” 13′

No Espaço Cultural São Pedro da Serra
20h30 – MESA REDONDA – Por que continuar a contar histórias? Com Grupo Granada de contadores de história

Domingo, 29 de novembro:

Na Euterpe Lumiarense de 10h às 14h – OFICINA: Tranforme sua história em roteiro de cinema segunda parte.

Início simultâneo das sessões: Euterpe Lumiarense e Espaço Cultural SPS

17h – PROGRAMA INFANTIL 2 – 52’
“As Aventuras de Seu Euclides” – 30′
“O Rapto das Cebolinhas” – 16′
“Como Comer um Elefante” – 6′

18h – PROGRAMA 2 – 59’
“Show de Horrores” – 5’
“Dez Elefantes” – 14′
“Um conto de solidão” – 12′
“Nesta data querida” – 13’
“O Dono do Carnaval” – 15′

19h – PROGRAMA DOCUMENTARIO 2 – 81’
“Bom Dia, Meu Nome é Scheila ou Como Trabalhar em Telemarketing e Ganhar um Vale-Coxinha” – 17′
“Possante velho de guerra” – 19′
“Aldeia Velha e suas Raízes” – 45′

PROGRAMA INFANTIL 1 – 52’
• Sábado às 17h •

SAMBA MORENA – 3’
Animação de bonecos: As confusões de um divertido casal de namorados.
Um filme de Cacinho. Juiz de Fora, MG, 2008.

PARANGOLÉ – 46’
Uma criança de oito anos descobre, em meio a uma realidade difícil, um novo universo habitado em sua própria imaginação. Das fantasias e sonhos da infância, envolvendo vários personagens que se confundem com pessoas reais de seu cotidiano, surgem os Brincantes, amigos imaginários do menino, vindos do universo mágico de um livro de histórias. Juntos eles vivenciam diversas brincadeiras da tradição popular brasileira em ambientes como a escola, a rua, praças e outros espaços.
Um filme de Waltuir Alves. Uberlândia, MG, 2009.

PROGRAMA INFANTIL 2 – 52’
• Domingo às 17h •

AS AVENTURAS DE SEU EUCLÍDES – 30′
Animação de bonecos: Seu Euclídes é um Preto-velho que mora na roça e adora tomar um bom café deitado em sua rede, equanto conta suas muitas histórias!
Um filme de Marcelo Roque Belarmino.
Aracaju, SE, 2009

O RAPTO DAS CEBOLINHAS – 16′
Baseado na peça de Maria Clara Machado: O Coronel cultiva em seu sítio três preciosos pés de cebolinha da Índia. Quem toma o chá destas cebolinhas tem garantia de vida longa e alegria. Uma cebolinha é roubada da horta e o Coronel contrata o Detetive Camaleão Alface para descobrir o ladrão.
Um filme de Antonio Carlos da Fountora.
Nova Friburgo, RJ, 2006.

COMO COMER UM ELEFANTE – 6′
Animação: A experiência traumatizante de uma aspirante a Miss ao tentar ler O Pequeno Príncipe.
Um filme de Jansen Raveira. Rio de Janeiro, RJ, 2008.

PROGRAMA DOCUMENTARIO 1 – 86’
• Sábado às 18h •

VISSUNGO – Fragmentos da tradição oral – 13′
Os vissungos são cantos de trabalho executados pelos escravos mineradores de Minas Gerais do século XVII. Estes Cantos mesclam palavras do português com idiomas africanos. O filme busca contar a história desta tradição esquecida.
Um filme de Cássio Gusson. Jundiaí, SP, 2009.

TONS DE TOTONHO – 19′
Mestre Totonho é luthier e pequeno agricultor do sertão cearense. Divide seu tempo entre a roça e a oficina improvisada no quintal de casa, onde constrói violinos, violoncelos contrabaixos e violas.
Um filme de Carlos Normando. Fortaleza, CE, 2009.

VERSIFICANDO – 54’
Todas as grandes culturas orais do mundo desenvolveram formas de improvisação poética. No Brasil das muitas influências étnicas e culturais, isso só poderia ser fonte de uma diversidade sem paralelo. O filme busca captar as origens, as formas e os sentidos do verso improvisado na cultura musical brasileira, convidando a um passeio que percorre desde os gêneros mais antigos como o repente, a embolada, o jongo e o cururu, até os mais recentemente estabelecidos, como o samba de partido-alto e o hip-hop freestyle.
Um filme de Pedro Caldas. São Paulo, SP, 2009.

PROGRAMA DOCUMENTARIO 2 – 81’
• Domingo às 19h •

BOM DIA MEU NOME É SCHEILA ou como trabalhar em telemarketing e ganhar um vale-coxinha – 17’
Fagner vendia planos de saúde pelo telefone usando a lista de assinantes residenciais do Rio de Janeiro. Valéria trabalha há 19 anos numa das maiores centrais de teleatendimento do país. O telemarketing é o setor da economia que mais cresce e contrata hoje no Brasil, com cerca de 700 mil operadores. Alguns deles estão neste filme. Baseado na impressionante reportagem da revista piauí.
Um filme de Angelo Defanti. Rio de Janeiro, RJ, 2009.

POSSANTE VELHO DE GUERRA – 19′
No Ceará, proprietários de veículos já bastante rodados contam as suas histórias. Veículos muito antigos e que ainda continuam em circulação. De tão desgastados, têm pouco valor comercial mas são verdadeiras relíquias para seus donos.
Um filme de Carlos Normando. Fortaleza, CE, 2008.

ALDEIA VELHA E SUAS RAÍZES – 45’
A realidade autêntica de uma pequena cidade chamada Aldeia Velha, segundo distríto de Silva Jardim, RJ. O filme valoriza o conhecimento tradicional: o resgate da história do lugar, as lendas, as brincadeiras, os modos de vida na roça e a relação harmonica com a natureza. Explicitando na tela imagens de um lugar cheio de mistérios e riquezas, com potênciais até então desconhecios.
Um filme de Julia Botafogo. Silva Jardim, RJ, 2006.

PROGRAMA CINEMA POPULAR BRASILEIRO 1 – 59’
• Sábado às 19h30 •

AMOR. AMOR! AMOR? – 15′
A trajetória do primeiro relacionamento amoroso de um rapaz.
Um filme de Essi Rafael. Aquidauana, MS, 2008.

PRESENTE DE CASAMENTO – 2′
Cenas de um casamento aparentemente normal…
Um filme de Ari Morais. Uberaba, MG, 2008.

MARIDOS, AMANTES E PISANTES – 12′
Um quarto. Um marido, um amante, um armário. Dois pisantes. Ah, e uma esposa… e também uma equipe de filmagem!
Um filme de Angelo Defanti. Rio de Janeiro, RJ, 2008.

BUCANEIRO – 17′
As certezas de Ana sobre seu relacionamento com João tornam-se dúvidas ao conversar com sua amiga Cris. Aos poucos começamos a conhecer e desvendar o universo misterioso de João, que vai de uma grande distribuidora de filmes, onde trabalha, a um beco escuro que frequenta.
Um filme de Juliana Milheiro. Rio de Janeiro, RJ, 2009.

ATO – 13′
Domingo à noite. Sala de cinema. Atores são convocados por email a criar um personagem e comparecer à sessão. Quem são os tipos, as pessoas que alí estão? O que procuram? Através de um único plano fixo desta platéia, os atores / personagens improvisam ações diante da grande tela. Cada personagem criado estabelece uma ação-relação com o filme que assiste. O som, trabalhado posteriormente, adiciona ritmo e circularidade ao plano-sequência.
Um filme de Maria Flor Brazil. Rio de Janeiro, RJ, 2009.

PROGRAMA CINEMA POPULAR BRASILEIRO 2 – 59’
• Domingo às 18h •

SHOW DE HORRORES – 5’
Arlindo acaba de entrar na adolescência e é o convidado de um inusitado programa de TV, aonde reencontrará seus mais assombrosos pesadelos da infância!
Um filme de Ernesto Molinero. Salvador, BA, 2009.

DEZ ELEFANTES – 14′
Baseado em um conto de Lygia Fagundes Telles. Clara tem oito anos e mora com a mãe e o irmão em sua casa no campo.
Outro dia brincavam de pique-esconde.
Pequenos incidentes.
Um filme de Eva Randolph. Rio de Janeiro, RJ, 2008

UM CONTO DE SOLIDÃO – 12′
Há muito tempo, viveu uma mulher no meio do mato, sozinha.
Um filme de Essi Rafael. Aquidauana, MS, 2008.

NESTA DATA QUERIDA – 13’
Durante a festa de aniversário de sua filha, uma mulherentra em contato com sua solidão.
Um filme de Julia Rezende. Rio de Janeiro, RJ, 2009.

O DONO DO CARNAVAL – 15′
Em uma pequena cidade do interior, um homem disputa com as mulheres o direito de se vestir de baiana no carnaval. Uma série de mal entendidos leva os moradores a acreditar na morte do personagem, que, mesmo dado como morto não deixa de fazer sua aparição triunfante no desfile.
Um filme de Maria de Lourdes Scabine Lezo. Taiaçu, SP, 2008.

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